{"id":16027,"date":"2025-01-15T17:53:03","date_gmt":"2025-01-15T20:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/cmalaw.com\/?post_type=conteudos&#038;p=16027"},"modified":"2025-01-17T10:47:04","modified_gmt":"2025-01-17T13:47:04","slug":"atualizacoes-tributarias-dezembro-2024","status":"publish","type":"conteudos","link":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/conteudos\/atualizacoes-tributarias-dezembro-2024\/","title":{"rendered":"Atualiza\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias \u2013 Dezembro 2024"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>*Atualizado com not\u00edcias do m\u00eas anterior<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JURISPRUD\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><u>Supremo Tribunal Federal<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>STF decide que \u00e9 inconstitucional a cobran\u00e7a do ITCMD dos benefici\u00e1rios de VGBL e PGBL sacados ap\u00f3s a morte do titular<\/strong><\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio 1.363.013\/RJ, o Pleno do STF afastou a pretens\u00e3o do Estado do Rio de Janeiro de cobrar o ITCMD dos benefici\u00e1rios de VGBL e PGBL que s\u00e3o sacados ap\u00f3s o falecimento do titular.<\/p>\n<p>Destaque-se que a decis\u00e3o ainda n\u00e3o foi publicada, sendo ainda pass\u00edvel de eventuais embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 constitucional a responsabilidade<\/strong> <strong>solid\u00e1ria do representante brasileiro de transportador estrangeiro pelo pagamento do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Pleno do STF decidiu que \u00e9 constitucional o inciso II do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 32 do Decreto-Lei n\u00ba 37\/1966, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 77 da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001, que instituiu hip\u00f3tese espec\u00edfica de responsabilidade solid\u00e1ria do representante, no Brasil, do transportador estrangeiro, porque \u00e9 justamente o respons\u00e1vel pelo ingresso da mercadoria no Pa\u00eds. De acordo com o STF, trata-se de terceira pessoa vinculada ao fato gerador nos termos do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, o qual se configura, no caso do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, com a entrada de produtos estrangeiros no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p><strong><u>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ decide que o valor do PIS e COFINS integram a base de c\u00e1lculo do ICMS<\/strong><\/p>\n<p>Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ decidiu que o valor do PIS e da COFINS integram a base de c\u00e1lculo do ICMS por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal em sentido contr\u00e1rio. O julgamento ocorreu em car\u00e1ter de recurso repetitivo, de modo que, com exce\u00e7\u00e3o do STF, as demais inst\u00e2ncias devem aplicar o entendimento estabelecido pelo STJ.<\/p>\n<p>O entendimento que prevaleceu entre os ministros \u00e9 o de que a legisla\u00e7\u00e3o deve prever o que deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do ICMS, em conson\u00e2ncia com o art. 150 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Dessa forma, uma vez ausente norma expressa que preveja a exclus\u00e3o do PIS e da COFINS da base de c\u00e1lculo do ICMS, tal exclus\u00e3o n\u00e3o possuiria respaldo legal.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi aplicado nenhum tipo de modula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de altera\u00e7\u00e3o do entendimento jurisprudencial.<\/p>\n<p><strong>1\u00aa Turma do STJ decide que o prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o come\u00e7a ap\u00f3s o acolhimento formal do seguro garantia apresentado pelo contribuinte<\/strong><\/p>\n<p>A 1\u00aa Turma do STJ, ao analisar o Recurso Especial n\u00ba 2.185.262\/RJ, decidiu, por unanimidade de votos, que o prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal come\u00e7a a contar apenas com o acolhimento formal do seguro garantia ofertado pelo contribuinte.<\/p>\n<p>A Turma deu provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte em face do ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro que julgou extinto o processo na origem, sob o argumento de que o contribuinte teria apresentado os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fora do prazo. A controv\u00e9rsia consistiu na discuss\u00e3o sobre o in\u00edcio do prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o dos embargos: se come\u00e7ava a contar da apresenta\u00e7\u00e3o do seguro garantia ou do aceite formal dele, com a formaliza\u00e7\u00e3o do termo de penhora.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa Turma do STJ decide que o contribuinte pode aproveitar os cr\u00e9ditos de ICMS na compra de produtos qu\u00edmicos para a fabrica\u00e7\u00e3o de fluido de perfura\u00e7\u00e3o se essencial ao processo produtivo<\/strong><\/p>\n<p>Os ministros da 2\u00aa Turma do STJ deram provimento ao recurso do contribuinte no <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/SCON\/jurisprudencia\/toc.jsp?livre=%28ARESP.clas.+e+%40num%3D%222621584%22%29+ou+%28ARESP+adj+%222621584%22%29.suce.\">Agravo em Recurso Especial n\u00b0 2.621.584\/RJ<\/a> e reconheceram o direito ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o de produtos qu\u00edmicos para a fabrica\u00e7\u00e3o de fluido de perfura\u00e7\u00e3o, utilizados nas atividades fins da sociedade empres\u00e1ria, ainda que consumidos ou desgastados gradativamente, desde que necess\u00e1ria sua utiliza\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa.<\/p>\n<p><strong><u>Tribunais Regionais Federais<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o decide que a remunera\u00e7\u00e3o de jovem aprendiz integra a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>A desembargadora federal Renata Lotufo, da 2\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), proferiu decis\u00e3o monocr\u00e1tica afastando pedido de contribuinte para excluir os valores da remunera\u00e7\u00e3o pagos ao jovem\/menor aprendiz da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da Apela\u00e7\u00e3o em Mandado de Seguran\u00e7a n\u00ba 5017198-36.2024.4.03.6100, a relatora decidiu que n\u00e3o se deve confundir a situa\u00e7\u00e3o do menor aprendiz, que tem um regime de trabalho especial regulado pela Lei n\u00ba 10.097\/2000, com a do menor assistido, dado que os menores assistidos s\u00e3o regidos pelo Decreto-Lei n\u00ba 2.318\/1986, enquanto os jovens aprendizes est\u00e3o submetidos \u00e0 Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). Nesse contexto, a magistrada enfatizou que, conforme o disposto no artigo 65 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), os jovens aprendizes t\u00eam assegurados os direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro afasta a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre cr\u00e9dito presumido de ICMS<\/strong><\/p>\n<p>A 6\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro proferiu senten\u00e7a excluindo o cr\u00e9dito presumido de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL. De acordo com a senten\u00e7a proferida pelo juiz Marcelo Barbi Gon\u00e7alves, o STJ, quando julgou o assunto (REsp n\u00ba 1.517.492), entendeu que os requisitos legais estabelecidos para que um benef\u00edcio fiscal n\u00e3o fosse computado na base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL n\u00e3o deveriam ser aplicados ao cr\u00e9dito presumido.<\/p>\n<p>Segundo o juiz, <em>\u201cao excluir o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, sob o fundamento de viola\u00e7\u00e3o do Pacto Federativo, tornou-se irrelevante a discuss\u00e3o a respeito do benef\u00edcio fiscal como \u2018subven\u00e7\u00e3o para custeio\u2019, \u2018subven\u00e7\u00e3o para investimento\u2019 ou \u2018recomposi\u00e7\u00e3o de custos\u2019 para fins de determinar essa exclus\u00e3o\u201d<\/em>, complementando que a Fazenda Nacional, ao tributar pelo IRPJ e CSLL o benef\u00edcio fiscal concedido por um Estado, demonstra indevida inger\u00eancia sobre pol\u00edtica fiscal adotada pelo ente, afetando a finalidade para a qual foi projetada.<\/p>\n<p><strong><u>Conselho Administrativo de Recursos Fiscais &#8211; CARF<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CARF permite dedu\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o contratual para fins de IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n<p>A 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do CARF decidiu, por unanimidade de votos, que\u00a0 indeniza\u00e7\u00e3o paga por descumprimento de contrato pode ser deduzida na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, desde que seja diretamente relacionada \u00e0 atividade econ\u00f4mica do contribuinte.<\/p>\n<p>O caso envolveu uma empresa que deduziu R$ 1,4 bilh\u00f5es pagos em um acordo para encerrar um lit\u00edgio societ\u00e1rio sob o argumento que a despesa era essencial para preservar sua participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria e evitar preju\u00edzos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>A Fazenda Nacional defendeu que a dedu\u00e7\u00e3o n\u00e3o atendia aos crit\u00e9rios legais previstos no artigo 211 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR), pois representava uma viola\u00e7\u00e3o contratual deliberada. Contudo, o relator conselheiro Itamar Artur Magalh\u00e3es Alves Ruga entendeu que o pagamento estava diretamente vinculado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e, portanto, era dedut\u00edvel (processo administrativo n\u00ba 16682.721036\/2023-33). O ac\u00f3rd\u00e3o ainda n\u00e3o transitou em julgado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LEGISLA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><u>Federal<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria sobre consumo<\/strong><\/p>\n<p>A proposta de reforma tribut\u00e1ria dos tributos sobre consumo foi aprovada no dia 17 de dezembro de 2024 e encaminhada para san\u00e7\u00e3o presidencial no dia 26 de dezembro de 2024.<\/p>\n<p>Desta forma, foram criados tr\u00eas novos tributos, o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (\u201cIBS\u201d), a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (\u201cCBS\u201d) e o Imposto Seletivo (\u201cIS\u201d):<\/p>\n<ul>\n<li>IBS: substituir\u00e1 o ISS e o ICMS e a arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dividida entre Estados, Munic\u00edpios e o Distrito Federal<\/li>\n<li>CBS: substituir\u00e1 as contribui\u00e7\u00f5es de PIS\/COFINS e a arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 destinada \u00e0 Uni\u00e3o.<\/li>\n<li>IS: incidir\u00e1 sobre bens e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente, como definido na legisla\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O Imposto sobre Produtos Industrializados (\u201cIPI\u201d) ser\u00e1 mantido para manter a competitividade da Zona Franca de Manaus (\u201cZFM\u201d).<\/p>\n<p>As al\u00edquotas ser\u00e3o fixadas em lei espec\u00edfica, sendo que a Uni\u00e3o definir\u00e1 a al\u00edquota da CBS e Estados, Munic\u00edpio e o Distrito Federal definir\u00e3o do IBS que lhes cabe.<\/p>\n<p><strong>Pilar 2 &#8211; Tributa\u00e7\u00e3o M\u00ednima Global: Impactos do novo Adicional da CSLL<\/strong><\/p>\n<p>No dia 30 de dezembro de 2024 foi publicada a Lei n\u00ba 15.079\/2024, que institui o Adicional da CSLL, com o objetivo de estabelecer no Brasil a tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima efetiva de 15% para grandes entidades multinacionais (com receita anual de pelo menos \u20ac 750.000.000,00), no processo de adapta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o \u00e0s Regras Globais Contra a Eros\u00e3o da Base Tribut\u00e1ria \u2013 Regras GloBE (Pilar 2).<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, as novas regras produzir\u00e3o efeitos a partir do exerc\u00edcio de 2025, sendo o primeiro pagamento do Adicional CSLL at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do s\u00e9timo m\u00eas subsequente ao t\u00e9rmino do ano fiscal (ou seja, final de julho de 2026).<\/p>\n<p>O Adicional da CSLL havia sido, inicialmente, institu\u00eddo em outubro de 2024 pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.262\/2024, que j\u00e1 possui conte\u00fado semelhante \u00e0 Lei n\u00ba 15.079\/2024, resultado da convers\u00e3o do Projeto de Lei n\u00ba 3.817\/2024.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no dia 31 de dezembro de 2024, a Receita Federal publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.245\/2024, alterando a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.228\/2024, para regulamentar o Adicional da CSLL de que tratam a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.262\/2024 e a Lei n\u00ba 15.079\/2024.<\/p>\n<p>O Adicional da CSLL segue os documentos de refer\u00eancia aprovados pelo Quadro Inclusivo da OCDE, com o objetivo deste tributo preencher os requisitos de qualifica\u00e7\u00e3o como um Tributo Complementar M\u00ednimo Dom\u00e9stico Qualificado (<em>Qualified Domestic Minimum Top-up Tax &#8211; QDMTT<\/em>).<\/p>\n<p>Embora a Lei n\u00ba 15.079\/2024 tenha conte\u00fado semelhante \u00e0 Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.262\/2024 com rela\u00e7\u00e3o ao Adicional da CSLL, esta lei prev\u00ea tamb\u00e9m que o Poder Executivo dever\u00e1 submeter ao Congresso Nacional, durante o primeiro semestre de 2025, proposta legislativa com o objetivo de reformar as regras de tributa\u00e7\u00e3o em bases universais (TBU) dos arts. 76 a 92 da Lei n\u00ba 12.973\/2014, com vistas a introduzir:<\/p>\n<ul>\n<li>O<em> Income Inclusion Rule<\/em> (IIR), outra regra tamb\u00e9m do Pilar 2 da OCDE, que imp\u00f5e uma tributa\u00e7\u00e3o complementar a uma entidade investidora, relativamente \u00e0 renda ou ao lucro com baixa tributa\u00e7\u00e3o de uma entidade investida; e<\/li>\n<li>Um regime de <em>Controlled Foreign Corporation<\/em> (CFC), que dever\u00e1 ser orientado pela: (i) prote\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 eros\u00e3o da base tribut\u00e1ria, especialmente mediante a transfer\u00eancia de lucros entre entidades; (ii) concorr\u00eancia internacional das empresas brasileiras com investimentos produtivos no exterior; (iii) necessidade de equilibrar a precis\u00e3o das regras com a redu\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da administra\u00e7\u00e3o e de conformidade, inclusive com a possibilidade de ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios objetivos para determina\u00e7\u00e3o dos elementos que comp\u00f5em a norma; e (iv) preven\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o da dupla tributa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ainda com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras de TBU, a Lei n\u00ba 15.079\/2024 prorroga de 2024 para 2029 o prazo para (i) consolida\u00e7\u00e3o dos lucros auferidos no exterior; e (ii) dedu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de 9% no caso de investimento em pessoas jur\u00eddicas no exterior que realizem determinadas atividades, especialmente industriais.<\/p>\n<p>Por fim, a Lei n\u00ba 15.079\/2024 tamb\u00e9m manteve a previs\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.262\/2024 que estabelece a possibilidade de a qualifica\u00e7\u00e3o de pa\u00eds ou depend\u00eancia com tributa\u00e7\u00e3o favorecida ou de regime fiscal privilegiado ser afastada excepcionalmente para pa\u00edses que fomentem de forma relevante o desenvolvimento nacional por meio de investimentos significativos no Brasil. Esta possibilidade encontra-se regulamentada pela Portaria MF n\u00ba 2.029\/2024.<\/p>\n<p><strong>Publicada IN que disp\u00f5e sobre o tratamento tribut\u00e1rio aplic\u00e1vel \u00e0s subven\u00e7\u00f5es para investimento<\/strong><\/p>\n<p>A Receita Federal publicou, em 26 de dezembro de 2024, o Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo RFB n\u00ba 4\/2024 (\u201cADI RFB n\u00ba 4\/2024\u201d), com a sua interpreta\u00e7\u00e3o quanto ao tratamento tribut\u00e1rio aplic\u00e1vel para as subven\u00e7\u00f5es para investimento previstas no art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014, vigente at\u00e9 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n<p>Segundo a norma, a inten\u00e7\u00e3o do dispositivo legal mencionado \u00e9 impedir que o acr\u00e9scimo patrimonial oriundo da receita denominada subven\u00e7\u00e3o para investimento seja computado na determina\u00e7\u00e3o do lucro real. Nesse contexto, receita ser\u00e1 entendida como aquela reconhecida e mensurada de acordo com regras espec\u00edficas. Al\u00e9m disso, tais valores dever\u00e3o ser registrados na escritura\u00e7\u00e3o comercial e comprovados por meio de documenta\u00e7\u00e3o h\u00e1bil.<\/p>\n<p>Ademais, vale destacar que o entendimento exposto pela Receita Federal no ADI RFB n\u00ba 4\/2024 \u00e9 no sentido de que o art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014 possui natureza de ajuste de exclus\u00e3o de lucro l\u00edquido do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, sendo certo que para a exclus\u00e3o ser\u00e1 fundamental que o valor corresponda ao acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n<p>No mais, no que se refere \u00e0 discuss\u00e3o sobre os incentivos e benef\u00edcios de ICMS, a norma determinou que as benesses se equiparam \u00e0s subven\u00e7\u00f5es de investimentos, para fins de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ, desde que atendidos os requisitos e condi\u00e7\u00f5es previstos no art. 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014. Nesses casos, a exclus\u00e3o (i) tamb\u00e9m dever\u00e1 corresponder ao acr\u00e9scimo patrimonial e (ii) em n\u00e3o havendo acr\u00e9scimo patrimonial para a pessoa jur\u00eddica, a exclus\u00e3o n\u00e3o dever\u00e1 ser realizada.<\/p>\n<p>Por fim, conv\u00e9m registrar que, de acordo com a norma, o regramento previsto no ADI RFB n\u00ba 4\/2024 se aplica tamb\u00e9m \u00e0 CSLL, em conson\u00e2ncia com o art. 50 da Lei n\u00ba 12.973\/2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as na DIRBI com a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.241\/2024<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 30 de dezembro de 2024, a Receita Federal do Brasil publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.241\/2024 (\u201cIN RFB 2.241\/2024\u201d), que altera a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.198\/2024 (\u201cIN RFB 2.198\/2024\u201d). A principal mudan\u00e7a trazida por essa nova normativa \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o do Anexo \u00danico da IN RFB 2.198\/2024, que rege a Declara\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es sobre Benef\u00edcios Fiscais (DIRBI).<\/p>\n<p>A nova norma traz a inclus\u00e3o de 45 novos incentivos fiscais que dever\u00e3o ser obrigatoriamente informados na DIRBI, correspondendo aos itens 44 a 88 do novo Anexo \u00danico da IN RFB 2.198\/2024, dentre os quais, diversos itens relacionados \u00e0 Zona Franca de Manaus<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es sobre os referidos incentivos fiscais relativos aos per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o de janeiro a dezembro de 2024 dever\u00e3o ser apresentadas ou retificadas at\u00e9 20 de mar\u00e7o de 2025.\u00a0Contudo, para os fatos geradores ocorridos a partir de janeiro 2025, permanece a obrigatoriedade mensal trazida pela IN RFB 2.198\/2024.<\/p>\n<p><strong><u>Estadual<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; Cr\u00e9ditos de ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias<\/strong><\/p>\n<p>O Estado de S\u00e3o Paulo editou o Decreto n\u00ba 69.127\/2024, estabelecendo o direito \u00e0 transfer\u00eancia de cr\u00e9dito de ICMS nas remessas internas e interestaduais de mercadorias entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular.<\/p>\n<p>O referido decreto internalizou no Estado de S\u00e3o Paulo as normas previstas no Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 109\/2024, que garantiu a op\u00e7\u00e3o do contribuinte em equiparar a transfer\u00eancia da mercadoria \u00e0 opera\u00e7\u00e3o sujeita \u00e0 ocorr\u00eancia do fato gerador de imposto, em linha com o disposto no \u00a7 5\u00ba do art. 12 da Lei Complementar n\u00ba 87\/96.<\/p>\n<p><strong>Estado do Rio de Janeiro &#8211; Resolu\u00e7\u00e3o Sefaz n\u00ba 714\/2024 promove altera\u00e7\u00f5es na apura\u00e7\u00e3o do FECP<\/strong><\/p>\n<p>A Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro publicou a Resolu\u00e7\u00e3o Sefaz no 714\/2024, que traz diversas altera\u00e7\u00f5es no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es relativas ao Fundo Estadual de Combate \u00e0 Pobreza e \u00e0s Desigualdades Sociais (FECP).<\/p>\n<p>Dentre as principais altera\u00e7\u00f5es, destacamos as seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>O FECP dever\u00e1 ser apurado de forma independente da apura\u00e7\u00e3o do ICMS.<\/li>\n<li>A impossibilidade de compensa\u00e7\u00e3o do FECP com saldos credores de ICMS.<\/li>\n<li>A impossibilidade de considera\u00e7\u00e3o do FECP para efeitos do c\u00e1lculo de quaisquer benef\u00edcios ou incentivos fiscais, financeiro-fiscais ou financeiros, salvo quando expressamente previstos na legisla\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o entra em vigor a partir de 1\u00ba de mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Principais Contatos \u2013 S\u00f3cios:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/alex-jorge\/\">Alex Jorge<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"mailto:alex.jorge@cmalaw.com\">alex.jorge@cmalaw.com<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/humberto-marini\/\">Humberto Marini<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"mailto:humberto.marini@cmalaw.com\">humberto.marini@cmalaw.com<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/juliana-costa\/\">Juliana Costa<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"mailto:juliana.costa@cmalaw.com\">juliana.costa@cmalaw.com<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/leonardo-rzezinski\/\">Leonardo Rzezinski<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"mailto:leonardo@cmalaw.com\">leonardo@cmalaw.com<\/a><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/renato-lopes-da-rocha\/\">Renato Lopes<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"mailto:rlopes@cmalaw.com\">rlopes@cmalaw.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"featured_media":16040,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","categories":[],"tags":[],"voce-sabia":[],"class_list":["post-16027","conteudos","type-conteudos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/16027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos"}],"about":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/conteudos"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/16027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16044,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/16027\/revisions\/16044"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16027"},{"taxonomy":"voce-sabia","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/voce-sabia?post=16027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}