{"id":1837,"date":"2018-10-24T19:21:59","date_gmt":"2018-10-24T22:21:59","guid":{"rendered":"http:\/\/cmalaw.com\/?post_type=publicacoes&#038;p=1837"},"modified":"2023-06-28T21:10:45","modified_gmt":"2023-06-29T00:10:45","slug":"norma-coletiva-que-preve-registro-apenas-de-horas-extras-e-valida","status":"publish","type":"conteudos","link":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/conteudos\/norma-coletiva-que-preve-registro-apenas-de-horas-extras-e-valida\/","title":{"rendered":"Norma coletiva que prev\u00ea registro apenas de horas extras \u00e9 v\u00e1lida"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>TST (http:\/\/www.tst.jus.br\/web\/guest)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essa modalidade de registro \u00e9 chamada de marca\u00e7\u00e3o por exce\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento a recurso da Souza Cruz S.A. e julgou v\u00e1lida a norma coletiva que autoriza a marca\u00e7\u00e3o apenas das horas extras realizadas pelo empregado. Segundo o relator, ministro Caputo Bastos, \u00e9 dever do Tribunal incentivar e garantir o cumprimento das decis\u00f5es tomadas a partir de acordo coletivo, desde que dentro dos limites legais.<\/p>\n<p><strong>Marca\u00e7\u00e3o por exce\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O empregado foi dispensado quando exercia o cargo de coordenador de merchandising e alegou na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista que n\u00e3o recebia o pagamento das horas extraordin\u00e1rias prestadas. O ju\u00edzo de primeiro grau, considerando v\u00e1lidas as normas coletivas que dispensam o registro de ponto di\u00e1rio dos empregados e autoriza somente as anota\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s horas extras, julgou o pedido improcedente.<\/p>\n<p>No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG) invalidou o instrumento normativo que autoriza a marca\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho por exce\u00e7\u00e3o com fundamento no artigo 74, par\u00e1grafo 2\u00ba, da\u00a0<a href=\"\/Users\/carmem.feijo\/Downloads\/CLT\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CLT<\/a>. O dispositivo exige a anota\u00e7\u00e3o da hora de entrada e de sa\u00edda nos estabelecimentos com mais de dez trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Efic\u00e1cia da negocia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao examinar o recurso de revista da empresa, o ministro Caputo Bastos, destacou que a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica\u00a0<\/a>reconhece a validade e a efic\u00e1cia dos instrumentos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, desde que respeitados os direitos indispon\u00edveis dos trabalhadores. Na mesma linha, o artigo 611-A, inciso X, da CLT autoriza a preval\u00eancia das normas coletivas que disciplinam a modalidade de registro de jornada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n<p>O relator entende que\u00a0a forma de marca\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho n\u00e3o se insere no rol de direitos indispon\u00edveis dos trabalhadores. Por isso, n\u00e3o v\u00ea impedimento na negocia\u00e7\u00e3o para afastar a incid\u00eancia do dispositivo que regula a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Para o ministro Caputo Bastos, a decis\u00e3o do TRT afrontou o artigo 7\u00ba, inciso XXVI, da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>. \u201cA negocia\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 um instrumento valioso que nosso ordenamento jur\u00eddico coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos sujeitos trabalhistas para regulamentar as respectivas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, atendendo \u00e0s particularidades e especificidades de cada caso\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p><strong>Confira o processo:<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/cmalaw.com\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PROCESSO-N\u00ba-TST-RR-2016-02.2011.5.03.0011.pdf\">PROCESSO N\u00ba TST-RR-2016-02.2011.5.03.0011<\/a><\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","categories":[201],"tags":[],"voce-sabia":[],"class_list":["post-1837","conteudos","type-conteudos","status-publish","hentry","category-publicacoes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/1837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos"}],"about":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/conteudos"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/1837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13019,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/1837\/revisions\/13019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1837"},{"taxonomy":"voce-sabia","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/voce-sabia?post=1837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}