{"id":4490,"date":"2020-06-17T19:54:28","date_gmt":"2020-06-17T22:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/cmalaw.com\/?post_type=namidia&#038;p=4490"},"modified":"2023-06-28T21:13:57","modified_gmt":"2023-06-29T00:13:57","slug":"whatsapp-e-salvacao-para-os-pequenos-negocios-na-crise","status":"publish","type":"conteudos","link":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/conteudos\/whatsapp-e-salvacao-para-os-pequenos-negocios-na-crise\/","title":{"rendered":"WhatsApp \u00e9 salva\u00e7\u00e3o para os pequenos neg\u00f3cios na crise"},"content":{"rendered":"<p>Por: Mariana Barbosa<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/whatsapp-salvacao-para-os-pequenos-negocios-na-crise-24481075\">O Globo<\/a><\/strong><\/p>\n<h3><span style=\"color: #0076be;\"><strong>Empreendedores e varejistas aproveitam contato direto com consumidor<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>S\u00c3O PAULO \u2013 Na pizzaria Toscana, na Rocinha, n\u00e3o tem iFood, Rappi ou UberEats. Os pedidos de entrega, cerca de 50 por dia, chegam por WhatsApp. Apesar de n\u00e3o ter sido concebido como plataforma de e-commerce, o aplicativo de mensagens mais utilizado pelos brasileiros, com 120 milh\u00f5es de usu\u00e1rios, tem sido a salva\u00e7\u00e3o dos pequenos neg\u00f3cios e atividades informais, uso que tem se intensificado no per\u00edodo de pandemia.<\/p>\n<p>\u2013\u00a0\u00a0\u00c9 como um bazar digital, um espa\u00e7o por onde todo mundo passa, sem taxa para participar \u2013 diz Juliano Spyer, antrop\u00f3logo digital e diretor de Insight Humano na Behup, empresa que estuda comportamento em ambientes digitais e que conduziu recentemente uma pesquisa qualitativa sobre h\u00e1bito de compras nos meios digitais.<\/p>\n<p>A pesquisa constatou que, junto \u00e0s classes mais baixas, o WhatsApp, ou \u2018Zap\u2019, como o app de mensagens do Facebook \u00e9 popularmente conhecido no Brasil, \u00e9 o preferido para comprar e vender.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 uma cultura muito disseminada. Nas entrevistas, era quase como que as pessoas bufassem com a pergunta sobre o uso do Zap para compras de t\u00e3o \u00f3bvio para elas \u2013 diz Spyer.<\/p>\n<p>Os aplicativos de entrega s\u00e3o uma realidade distante para empreendedores e consumidores da baixa renda. No Rappi, que tem um perfil ainda mais elitizado que o iFood, 70% das compras realizadas pelo aplicativo no mundo s\u00e3o feitas por meio de um aparelho iPhone.<\/p>\n<p>Pelo alcance que possuem, os aplicativos de entrega podem ainda gerar uma demanda que os neg\u00f3cios informais, tocados da garagem ou da cozinha de casa, n\u00e3o est\u00e3o preparados para atender.<\/p>\n<p>\u2013 Sei que se eu colocar nesse iFood posso dobrar de tamanho. Mas sem estrutura pra atender um volume t\u00e3o grande, vou acabar me queimando \u2013 diz Antonio Edson Costa Vieira, propriet\u00e1rio da pizzaria Toscana.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #0076be;\"><strong>Efeito vitrine<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Pelo bazar do WhatsApp passam desde neg\u00f3cios estruturados, como farm\u00e1cias e restaurantes e produtos de Avon e Natura, at\u00e9 informais, como bolos e salgados, botij\u00e3o de g\u00e1s, roupas e acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>Para Juliano Spyer, o apelo do app para os neg\u00f3cios est\u00e1 na sua facilidade e versatilidade, sem barreiras de entrada em termos de custo ou usabilidade. \u2013 Os recursos de \u00e1udio e v\u00eddeo permitem ao a\u00e7ougue do bairro fotografar a carne e mandar para o cliente. H\u00e1 um v\u00ednculo de confian\u00e7a muito importante \u2013 diz.<\/p>\n<p>Para as novas gera\u00e7\u00f5es \u2013 e neg\u00f3cios com algum apelo est\u00e9tico \u2013,\u00a0o WhatsApp ganha a companhia do Instagram, que funciona como uma vitrine.<\/p>\n<p>O combo Insta-Zap \u00e9 a base do neg\u00f3cio na Donuts Amora. Com um perfil no Instagram para as suas cria\u00e7\u00f5es e um link na bio que conecta diretamente ao WhatsApp, a propriet\u00e1ria Marcela Almeida viu as encomendas dispararem na pandemia.<\/p>\n<p>\u2013 Meu apartamento n\u00e3o comporta mais tanto saco de farinha \u2013 diz ela, que entregou 200 donuts no Dia dos Namorados e j\u00e1 pensa em alugar uma cozinha para expandir a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pedidos chegam por Zap ou Insta, o que implica em dois canais para administrar.<\/p>\n<p>\u2013 Tem que ficar esperto pra n\u00e3o se perder. Tenho um caderninho onde anoto cada pedido que chega \u2013 diz Marcela.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #0076be;\"><strong>Grandes empresas<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Mas nem s\u00f3 de pequenos neg\u00f3cios vive o bazar do Zap. O fechamento das lojas f\u00edsicas por conta da pandemia do coronav\u00edrus fez grandes varejistas como Magazine Luiza e Casas Bahia descobrirem o potencial do WhatsApp como canal de vendas. As duas colocaram os vendedores conversando diretamente com os consumidores pelo\u00a0aplicativo.<\/p>\n<p>Na Via Varejo, dona das Casas Bahia, 7 mil vendedores interagem com os clientes pelo WhatsApp. Batizado de \u201cMe Chama no Zap\u201d o novo canal j\u00e1 representa 20% de todas as vendas do varejo digital das Casas Bahia. As vendas fechadas pelo WhatsApp ainda t\u00eam valor m\u00e9dio 25% maior do que o registrado em outros canais digitais.<\/p>\n<p>No Magalu, que j\u00e1 utilizava o WhatsApp para o relacionamento p\u00f3s-venda com o consumidor, j\u00e1 s\u00e3o 4 mil vendedores de celular na m\u00e3o interagindo com cliente. \u2013 \u00c9 um novo canal de vendas que se abriu, e que permite fazer uma venda digital com calor humano \u2013 diz o vice-presidente de opera\u00e7\u00f5es da Magalu, Fabr\u00edcio Garcia.<\/p>\n<p>Com um resultado \u201cacima das expectativas\u201d, Garcia diz que mesmo ap\u00f3s a reabertura das lojas a empresa vai seguir com a venda pelo Zap.<\/p>\n<p>Diante do uso org\u00e2nico do Whatsapp para vendas, o\u00a0aplicativo\u00a0lan\u00e7ou em 2018 um perfil Business gratuito, que permite classificar as mensagens para organizar pedidos e programar respostas autom\u00e1ticas. H\u00e1 ainda vers\u00e3o paga, que permite integra\u00e7\u00e3o com os sistemas de relacionamento com cliente.<\/p>\n<p>O Facebook Pay, lan\u00e7ado esta semana, \u00e9 a grande aposta de Mark Zuckerberg para a monetizar o Whatsapp e tem potencial para resolver a \u00faltima ponta do e-commerce para os empreendedores que usam o aplicativo de mensagens.<\/p>\n<p>No entanto, para o consultor em servi\u00e7os financeiros Boanerges Ramos Freire, o Facebook Pay poder\u00e1 enfrentar a concorr\u00eancia do Pix, o sistema de pagamento instant\u00e2neo por QR Code e que o Banco Central vai lan\u00e7ar em novembro.<\/p>\n<p>O ponto de partida que eles adotaram, com a parceria com a Cielo e outros, \u00e9 como oferecer um tr\u00e1fego em uma estrada antiga, enquanto uma nova infra-estrutura estar\u00e1 dispon\u00edvel brevemente com o Pix \u2013, diz Freire. \u2013 O Pix ter\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o financeira e vai funcionar de todos para todos de forma instant\u00e2nea. \u00c9 uma nova infraestrutura de tr\u00e1fego intenso e quase sem ped\u00e1rio, e que dever\u00e1 roubar mercado de dinheiro vivo, TEDs, DOCs e cart\u00f5es de d\u00e9bito.<\/p>\n<p>O Facebook tentou lan\u00e7ar o servi\u00e7o na \u00cdndia primeiro, mas acabou enfrentando resist\u00eancia do Banco Central e do CADE local.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0076be;\">Para <a href=\"https:\/\/cmalaw.com\/equipe\/roberto-vianna-do-r-barros\/\"><strong>Roberto Barros, s\u00f3cio do Campos Mello Advogados<\/strong><strong> na \u00e1rea de direito banc\u00e1rio<\/strong><\/a>, a nova ferramenta tamb\u00e9m vai enfrentar desafios de seguran\u00e7a no Brasil:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0076be;\">\u00a0\u2013 O aplicativo ter\u00e1 que garantir que os usu\u00e1rios n\u00e3o ser\u00e3o alvos de ataques cibern\u00e9ticos e hackeamentos. E os usu\u00e1rios ter\u00e3o que se sentir seguros de que suas informa\u00e7\u00f5es pessoais e banc\u00e1rias n\u00e3o ser\u00e3o vazadas ou usadas indevidamente. Temos que ver que normas o BC poder\u00e1 vir a atualizar e tamb\u00e9m como a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados ser\u00e1 aplicada nesses casos \u2013, diz Barros.<\/span><\/p>\n","protected":false},"featured_media":13482,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","categories":[201],"tags":[],"voce-sabia":[],"class_list":["post-4490","conteudos","type-conteudos","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category-publicacoes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/4490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos"}],"about":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/conteudos"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/4490\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13222,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/conteudos\/4490\/revisions\/13222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4490"},{"taxonomy":"voce-sabia","embeddable":true,"href":"https:\/\/cmalaw.com\/homolog\/wp-json\/wp\/v2\/voce-sabia?post=4490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}